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Eu chorei porque eu sempre canso de tudo e tudo sempre cansa de mim. Chorei de cansaço profundo de sempre cansar de tudo e tudo sempre cansar de mim. Chorei de apego ao cheiro do novo e principalmente de melancolia pelo cheiro do velho. E chorei porque tudo envelhece com novos cheiros e a vida nunca volta. Eu chorei de pavor da rotina, de pavor do fim, de pavor de sair da rotina e começar outros fins. Mas tudo é dor afinal, e eu não sei ser leve, eu não sei voar. E chorei porque tenho tanto medo de tudo o que é inteiro, que prefiro viver tudo na cabeça, enquanto o corpo relaxa na minha cama, longe de tudo. Eu deito na minha cama e imagino tudo o que pode acontecer, enquanto não toco de verdade na vida para não cansar demais e depois não ter forças para viver de verdade. Mas acabo dormindo e deixo pra depois.

Tati Bernardi  (via e-n-c-a-n-t-a-d-a)

(Source: ruadasaudade)

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Só que muitas vezes eu preciso de cuidado e atenção e não sei pedir. Sei lá, acho que a pessoa tem que se dar conta. Não dá pra querer que o outro perceba o que você quer ou precisa, sei disso. Mas prefiro não falar nem pedir, por isso simplesmente deixo. Então, vejo que a pessoa não se deu conta e isso me emputece. Errado? Sim. Mas não acerto sempre, nem quase sempre, nem nunca. Eu vivo errando, afinal, a gente tá aqui pra isso, não é? Para errar, fazer certo, buscar o que nem sabemos direito.

Clarissa Corrêa (via jrbarreto)

(Source: clarissacorrea)

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E nada funciona melhor do que ter alguém que você ame te abraçando.

John Lennon.  (via jrbarreto)

(Source: anrcc)

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Saudade é como uma droga. Você vê coisa onde não tem, acha que está morrendo, voando, sonhando, em outra vida. Você chora, sorri, tem alucinações, febre, dor de cabeça, quase uma doença. Mas a pior merda de todas é viciar nela e acredite, eu vicio.

Jéssica Barreto (via jrbarreto)

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Eu sou sua menina, viu. Não sou tão crescida, não me leve a mal. Te aperto, te amasso, te falo coisas indecentes ao pé do ouvido. Faço cócegas, mostro a língua, me escondo de ti e me acho. Me acho, me sinto, me mostro. Tenho corpo de gente grande e brincadeiras infantis, confesso. Mas eu te faço rir, e o teu sorriso é tão bonito que te quero rindo o tempo inteiro. Sou só uma menina grande, uma mulher indecente, sua menina mulher.

Jéssica Barreto (via jrbarreto)

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Não morro de amores por pessoas sem mistério, quando se é muito transparente, muito risonho e educado é raro ser levado a sério. Prefiro os mais silenciosos, os que abrem a boca de menos, os mais serenos e mais perigosos. Aqueles que ninguém define e que sempre analisam os fatos por um novo enfoque. Prefiro os que têm estoque aos que deixam tudo à mostra na vitrine.

Martha Medeiros (via suscitar)

(Source: loucuraperdoada)

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